Atipias Celulares

nomenclatura diagnóstica

✓ CLASSIFICAÇÃO DE PAPANICOLAU (1941)

CLASSE I – Ausência de células atípicas ou anormais CLASSE II – Citologia atípica, porém sem evidência de malignidade CLASSE III – Citologia sugestiva, mas não conclusiva para malignidade CLASSE IV – Citologia fortemente sugestiva de malignidade CLASSE V – Citologia conclusiva para malignidade

✓ NOMENCLATURA DE REAGAN (OMS) - (1952)

Displasia LeveDisplasia Moderada Displasia Acentuada Carcinoma in situ Carcinoma Invasor

✓ TERMINOLOGIA DE RICHART (1968)

NIC I NIC II NIC III Carcinoma Invasor

✓ SISTEMA BETHESDA (2001)

Alterações Benignas Atipias de Significados Indeterminados (ASC-US, ASC-H, AGC-SOE, AGC-FN) LSIL | HSIL Adenocarcinoma in situ Carcinoma Invasor

✓ CLASSIFICAÇÃO CITOLÓGICA BRASILEIRA (2006)

Alterações Benignas Atipias de Significados Indeterminados (ASC-US, ASC-H, AGC-SOE, AGC-FN) LSIL | HSIL (AIS) Carcinoma Invasor


Células escamosas atípicas

✓ Possivelmente não Neoplasico (ASC-US)

✓ Lesão intraepitelial escamosa de baixo grau ( LSIL ou NIC I )

✓ Não é possível excluir lesão intraepitelial escamosa de alto grau ( ASC-H )

✓ Lesão intraepitelial escamosa de alto grau ( HSIL ou NIC II – III )

✓ Carcinoma de células escamosas

Células glandulares atípicas

✓ Sem outras especificações (AGC-SOE)

✓ Favorecendo neoplasia (AGC-FN)

✓ Adenocarcinoma endocervical in situ (AIS)

✓ Adenocarcinoma Invasor

O CANCER DE COLO DE ÚTERO

O câncer cervical, ou câncer de colo de útero, está entre os tipos mais comuns de doenças malignas ginecológicas. É o terceiro tumor mais frequente na população feminina, atrás apenas do câncer de mama e do colo retal, e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. São mais de 530 mil casos e 275 mil mortes pela doença todos os anos.O principal fator associado ao câncer de colo uterino é a infecção persistente pelo Papiloma Vírus Humano (HPV). O vírus está presente em mais de 90% dos casos de câncer cervical e tem um alto poder oncogênico.

PAPILOMA VÍRUS HUMANO (HPV)

Provoca lesões na pele e mucosas, sendo essas infecções frequentes e quase sempre regridem naturalmente.

Há mais de cem tipos de HPV, sendo que quarenta podem contaminar o trato anogenital.

O HPV também pode ser classificado como de baixo risco oncogênico e alto risco oncogênico, representados principalmente pelos tipos 16 e 18, que são os que mais prevalecem nos casos de câncer cervical invasivo, compreendendo uma porcentagem acima dos 85% do total dessas neoplasias.

A infecção pelo HPV ocorre quando há microlesão nas células basais do epitélio escamoso no colo do útero.

O vírus penetra na célula do hospedeiro, liberando seu DNA, replicando-se e podendo permanecer em estado latente por vários anos, sem provocar manifestações clínicas ou subclínicas.

prevenção

Embora trate-se de uma DST, a contaminação não acontece apenas no ato sexual. É possível contrair o HPV por contato direto com a pele ou mucosa infectada, seja ele oral, genital ou anal.

A Prevenção é feita por meio do uso de preservativos e também pela vacinação.

Atualmente a vacinação é voltada para meninos e meninas com idades entre 9 e 15 anos. Ela deve ser feita em duas doses, sendo aplicada com intervalo de seis meses entre elas.